← Todos os posts
Imóvel e financiamento

PRICE ou SAC: qual sistema de financiamento escolher?

PRICE tem parcela fixa; o SAC começa mais alta e cai. Veja a conta real dos dois sistemas e qual encaixa no seu bolso.

07 de junho de 20264 min de leituraAtualizado em 12 de junho de 2026
Resposta rápida

No PRICE a parcela é praticamente fixa do começo ao fim; no SAC ela começa mais alta e cai todo mês. Na prática, o SAC costuma pagar bem menos juros no total: num financiamento de R$ 400 mil em 30 anos, a diferença beira os R$ 300 mil. Em troca, o SAC exige parcela inicial maior, o que pesa na aprovação e no orçamento. A escolha depende de quanto você aguenta pagar no início.

Quando você financia um imóvel, o banco oferece dois sistemas de amortização: PRICE e SAC. A escolha define quanto você paga de parcela todo mês e quanto de juros paga no total ao longo do contrato. Num financiamento longo, a diferença entre os dois beira os R$ 300 mil. Vale entender antes de assinar.

PRICE e SAC: a diferença essencial

A parcela de um financiamento tem duas partes: a amortização (o pedaço que abate a dívida) e os juros (o custo sobre o saldo que ainda falta pagar). O que muda entre os sistemas é como essas partes se comportam ao longo do tempo.

A conta real: R$ 400 mil em 30 anos

Para comparar, um exemplo com taxa ilustrativa de 0,9% ao mês (as taxas reais variam por instituição, perfil e momento, use a sua):

Sistema 1ª parcela Última parcela Juros totais Total pago
PRICE R$ 3.749 (fixa) R$ 3.749 R$ 949.628 R$ 1.349.628
SAC R$ 4.711 R$ 1.121 R$ 649.800 R$ 1.049.800

No exemplo, o SAC paga quase R$ 300 mil a menos de juros (R$ 299.828, para ser exato). Em troca, a primeira parcela do SAC é R$ 962 mais alta que a do PRICE. Os números saem das fórmulas padrão de cada sistema, e você pode refazer essa conta com o seu valor, a sua taxa e o seu prazo no simulador PRICE ou SAC da Beevia, gratuito e direto no navegador.

Por que o SAC paga menos juros?

Porque os juros incidem sobre o saldo devedor, e o SAC derruba esse saldo mais rápido. Como a amortização é constante e maior desde o primeiro mês, a dívida principal diminui depressa, então sobra menos saldo para gerar juros.

No PRICE acontece o contrário no começo: a parcela é menor, então a fatia que abate a dívida é pequena e o saldo permanece alto por mais tempo, acumulando mais juros no caminho.

Então o SAC é sempre melhor?

Não necessariamente. O SAC custa menos no total, mas começa com uma parcela bem mais alta (R$ 4.711 contra R$ 3.749 no exemplo). Isso tem dois efeitos práticos:

Há ainda quem prefira o PRICE de propósito, para pagar uma parcela menor e direcionar a diferença a outro objetivo. É uma decisão de fluxo de caixa, não só de "qual paga menos juros no papel".

Como decidir no seu caso

Três perguntas ajudam a separar:

A Beevia não diz qual você "tem que" escolher. Ela mostra os números dos dois sistemas com a sua taxa, o seu prazo e a sua renda, e devolve a decisão para você. Comece pelo simulador gratuito para ver os dois lado a lado; quando quiser analisar o seu caso por inteiro, é só conversar com a Beevia.

Perguntas frequentes

PRICE ou SAC paga menos juros?

O SAC, na maioria dos casos. Como ele abate o valor principal da dívida mais rápido, o saldo sobre o qual incidem juros cai mais depressa, então o total de juros é menor. A diferença cresce quanto mais longo o financiamento.

Comparar só a taxa de juros é suficiente?

Não. A taxa de juros não inclui tarifas, seguros e impostos embutidos no financiamento. Para comparar o custo real entre propostas, olhe o CET (Custo Efetivo Total): ele reúne tudo numa taxa só. Dois financiamentos com a mesma taxa de juros podem ter CET bem diferente.

Posso trocar de PRICE para SAC depois de assinar?

Em geral o sistema é definido na contratação e não muda no meio do contrato. Por isso vale comparar os dois antes de assinar. Confirme as opções disponíveis com a instituição na hora da proposta.

A parcela do SAC cabe no meu orçamento?

A parcela mais alta do SAC é a primeira, depois ela só cai. Como bancos costumam limitar a parcela a cerca de 30% da renda bruta familiar, é essa primeira parcela que precisa caber. Se ela aperta demais, o PRICE pode ser mais viável no início.

Vale a pena amortizar o financiamento?

Sim: pagar valor extra abate o saldo e reduz os juros futuros nos dois sistemas. E, para um mesmo valor amortizado, reduzir o prazo costuma economizar mais juros do que reduzir a parcela.